Sempre me julguei azarado: já tive um problema no joelho, na coluna, e também no pé, a maioria causados por acidentes nos treinos de KickBoxing
. Mas nada, absolutamente nada, supera um rapaz que entrou para treinar há umas duas semanas. Vejam a lista de desgraças:
- Torceu o pé, correndo no aquecimento;
- Abaixou para desviar de um chute na altura do peito e levou o chute no rosto (o nocaute mas rápido da história: o mestre gritou “Valendo! Parou!”);
- Levou um chute nas costelas tão bem encaixado que perdeu todo o fôlego E achou que tinha quebrado um osso;
- Pulando corda, prendeu a mesma no meio dos dedos do pé, perdeu o equilibrio, e foi pro chão;
- Perdeu o equilibrio na hora de tentar fazer o espacate e abriu mais as pernas do que era capaz. BEM mais do que era capaz;
- Ao treinar joelhada, a menina de QUATORZE ANOS E MENOS DE 60 KILOS que treinava com ele deu uma puxada muito forte e acabou dando um mal jeito na coluna dele;
Depois dessa, o médico recomendou pelo menos dois meses de repouso. Quando ele foi avisar que ia ter que parar, nós (eu e o mestre) começamos a rir de tudo o que ele já tinha feito. Com o bom humor e a presença de espirito que só os realmente zicados na vida possuem, o rapaz aproveitou para comentar alguns eventos da vida dele:
- Já tropeçou e caiu da escada. Três vezes;
- Foi atropelado por um caminhão;
- Bateu em um caminhão. Parado; (engraçado foi ele explicando como foi: estava descendo uma rua, viu o caminhão, mas a bicicleta perdeu o freio, aí ele tentou parar com os pés, perdeu o equilibrio e os chinelos, e deu de cara com o caminhão)
- Já torceu o tornozelo quatro vezes, jogando bola;
- Já quebrou o braço. Duas vezes;
- Várias outras torções, lesões e acidentes menores;
O legal é que, enquanto a gente rolava de rir com as histórias (e fazíamos alguns acréscimos, como o fato dele ter um quarto privado no hospital e ser o terror dos convênios médicos), ele também ria e se divertia, não sendo aqueles chatos estilo ‘Oh, dia! Oh céus!’. E ainda promete voltar, tão logo o médico o libere!
E aí, você ainda se acha azarado? Pense melhor!
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