Sempre no ponto fraco…
Uma coisa que você aprende quando pratica uma arte marcial: todo mundo tem um ponto fraco, uma falha no estilo, algo que pode ser explorado pelos oponentes, ou o motivo da sua derrota, se você não aprender a evitá-lo. E nessa última terça-feira um dos meus pontos fracos quase me custou o nariz.
Assim como o camarada da imagem ao lado, sempre que eu vou dar um direto com a mão direita, abaixo um pouco a mão esquerda. Coisa pequena, mal aparece quando luto com as luvas grandes, mas sem as luvas o rombo na defesa é grande.
Grande o suficiente para o meu adversário, um japonês muito ágil, entrar com um chute bem no meu nariz.
Era uma luta simples, leve, apenas para treinar técnica, mas nesses casos o que a gente faz é executar o golpe corretamente, mas parando no último minuto, para que não acerte. Mas, como eu precisei me abaixar para tentar acertar o soco, e ele não percebeu, o chute pegou com força. Foi totalmente involuntário, e aceito a burrada como minha.
Se eu não fosse um touro em termos de resistência, teria quebrado o nariz com o impacto, mas só fiquei com o lábio superior bem inchado e o nariz vermelho e bem dolorido.
No fim, enquanto eu ainda tentava diminuir o inchaço com a garrafa de água, e via o japonês que me acertou mais desesperado do que eu (”Vamo pro hospital! Vamo pro hospital!”), eu só consegui soltar uma frase: “Essa foi foda…”
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