Treinando no frio
Não tem nada pior do que o inverno, pra quem faz atividades físicas. A preguiça, a vontade de ficar na cama o maior tempo possível, a vontade de comer coisas quentes e gordurosas feito um doido. É dificil lutar contra o desejo de não fazer nada. Ainda mais quando a dor na lombar faz a sua perna implorar pra você esquecer aquela uma horinha de esteira…..
Semana passada não foi dificil, só faltei na sexta-feira porque fui viajar pra casa da namorada. Mas essa eu provavelmente estou o mais vagabundo possível: faltei na segunda-feira, fui no kickboxing na terça, e estou agora pensando se vou ou não. Provavelmente não, talvez acabe usando a velha tática de descer do primeiro ônibus em um lugar afastado e ande uma meia hora para pegar o segundo ônibus pra casa.
Nessas, o melhor que eu faço é comer o menos possível e mandar ver nos diuréticos, para que a semana não seja um desastre total. Mas… quer desgraça maior do que chegar no restaurante em um dia frio, ver aquela lasanha fumegante e aquela linguiça frita e ter que ficar repetindo o mantra ’salada, salada, salada, salada’ enquanto forma o prato? No verão isso é fácil, quanto mais frescos e leves os alimentos, melhor. Mas no frio….
E pensar que antes da dieta eu julgava o inverno a melhor época do ano…

Uma coisa que você aprende quando pratica uma arte marcial: todo mundo tem um ponto fraco, uma falha no estilo, algo que pode ser explorado pelos oponentes, ou o motivo da sua derrota, se você não aprender a evitá-lo. E nessa última terça-feira um dos meus pontos fracos quase me custou o nariz.
Na última quinta-feira, aconteceu algo inusitado: no treino de kickboxing, fui escalado pra treinar com uma menina ‘porradeira’ de tudo. Como conheço minha força, pedi pra ela colocar a máscara com proteção, e achei melhor colocar também, pra que ela não achasse que estava sendo machista.